sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Israel constrói a maior torre de energia solar do mundo



O projeto da Usina Solar foi concebido em 2013 e está prevista para entrar em funcionamento em 2018, com a proposta de abastecer 130 mil famílias. O empreendimento chama-se Ashalim Solar Thermal Power Station e será incumbido de gerar 300 MW, o equivalente a 2 % de toda energia consumida em Israel.
A Usina tem 50 mil placas solares controladas por computador , distribuídas em 300 hectares e medindo 20 metros quadrados cada. Essas direcionam os raios solares para uma torre de 240 metros de altura, contendo uma mistura de sal fundido com água, que com o calor do sol gera vapor d'água que movimenta as turbinas e os geradores de energia elétrica. Mesmo em dias de baixa radiação solar, os avançados dispositivos de armazenamento térmico mantêm milhares de litros de sal fundido a altas temperaturas, garantido a operação durante 24 horas por dia.
Esse projeto faz parte de um conjunto de ações que visam a produção de um mínimo de 10% de energia limpa no país até 2020.
A empresa fornecerá eletricidade através de um contrato de 25 anos com a Israel Electric Corporation. Além de produzir energia, a usina solar evitará emissões de 110 mil toneladas de Co² na atmosfera e dessa forma causará menos impactos ambientais. A construção da obra foi orçada em U$$ 773 milhões.

Referencias:




sexta-feira, 28 de julho de 2017

Abastecimento de água em Israel

Israel capta 450 bilhões de litros de esgoto para utilizá-lo como água de reúso , que absatecem metade das plantações no páis.
A agricultura é responsável consumo 58 % da água e o país trata 86 % do seu esgoto, que é utilizado na irrigação a uma preço três vezes menor.
Além do tratamento de esgoto, para suprir sua demanda ,Israel dessaliniza água do mar e chega a produzir um total de 2,2 trilhões de litros de água anuais, volume superior ao do sistema Cantareira que produz 900 bilhões de litros.
Israel possuí 5 usinas dessalinizadoras, que abastecem água potável há 55 % da população do país e o restante da demanda é atendida pela captação do Lago Kneret (Mar da Galiléia) , e reúso de água.
Essas medidas fazem parte de um plano de ações que tirou o páis da crise hidrica, cujo 60 % de seu território é ocupado por deserto.

Referência:




sexta-feira, 21 de julho de 2017

Resíduos sólidos em Israel

Os resíduos sólidos são restos de atividades humanas e naturais que podem ser reciclados, reutilizados e tratados, em vez de simplesmente serem descartados como materiais inservíveis.
Estes detritos ao serem aproveitados geram diversos benefícios, tais como:
  • Evitam a disposição em aterros sanitários que possuem alto custo de implantação, manutenção, ocupam muito espaço físico que poderia ser mais produtivo;
  • Gera emprego e renda através da reciclagem, compostagem, obtenção de energia e etc;
  • Causam menos odores e impactos socioambientais negativos como poluição ao solo, água e ar, obstrução de boeiros e danos a drenagem urbana ;
  • Evitam doenças relacionadas a disposição de resíduos, reduzindo assim o gasto em saúde pública;
  • Diminuem a extração de recursos naturais, agredindo menos o meio ambiente e economizam recursos econômicos, ao utilizar os resíduos como matéria-prima;

Indicadores de resíduos sólidos em Israel

Segundo o Ministério de Proteção Ambiental de Israel(MoEP), o país gera 5,4 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos a cada ano. Deste total 1,8 milhão de toneladas são biodegradáveis que equivalem a 33,5 % dos resíduos produzidos. Cerca de 75 % dos detritos que não são biodegradáveis em Israel são destinados a aterros sanitários e somente os 25 % restantes são reciclados ou reutilizados, que equivalem 0,8 milhão de toneladas por ano. Além dessa situação a geração de resíduos tem crescido 1,8 ao ano, devido ao consumo exacerbados de produtos industrializados. Cada residência israelense gera em média 1,7 Kg de resíduos sólidos diariamente.
Frente a este cenário preocupante Israel tem como meta reciclar 50 % até 2020, que totalizará o dobro da quantidade já reaproveitada. Além disso o país adotou medidas para amenizar a problemática dos resíduos sólidos, como a cobrança de taxa para aterros e sacos plásticos.
Cobrança de taxa para aterros.
Os operadores de aterro pagam uma taxa por tonelada de resíduos depositados em aterro. O objetivo é refletir o verdadeiro preço do aterro sanitário, incluindo os custos externos, e permitir uma concorrência leal com métodos de tratamento avançados, como reciclagem e recuperação de energia. A cobrança de aterros entrou em vigor em 1º de julho de 2007, de acordo com a Emenda 9 da Lei de Manutenção da Limpeza.

Cobrança dos sacos plásticos

Desde o dia 1 de janeiro de 2017 entrou em vigor em Israel ,a lei que obriga os supermercados a efetuarem a cobrança de sacos plásticos. Os consumidores agora tem que pagar 0,10 de Shekel por saco de plástico nos caixas. Essa lei visa reduzir o consumo de sacolas plásticas que poluem o meio ambiente e incentivar o uso de sacolas reutilizáveis.
O dinheiro pago por sacos plásticos é transferido para o Fundo de Manutenção da Limpeza do Ministério da Proteção Ambiental, e será utilizado para financiar projetos destinados a reduzir a poluição do ar, aumentar a conscientização pública sobre essa nova lei e dar suporte aos fabricantes de sacolas, para que possam ajustar suas operações, frente a essa nova norma.

Referência:


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Inovações para reduzir perdas de água em Israel

Em Israel ao contrário de vários países, investe-se muito em tecnologias inovadoras capazes de reduzirem as perdas no sistema de abastecimento de água, devido a escassez de recursos hídricos nesse país.
A seca e as mudanças climáticas são ameaças em uma macroescala e em nível micro, as redes de distribuição de água fazem parte do problema de má gestão hídrica. O banco mundial aferi que a perda global de água tratada atinge de 25 a 30 % nas redes urbanas de distribuição, representando a quantia de U$$ 20 bilhões que são desperdiçados. No Brasil, a cada 100 litros de água coletada e tratada, apenas 63 litros chegam ao consumidor ,totalizando um desperdício de 37 %. Os prejuízos se dão através de tubulações clandestinas, vazamentos, obras mal feitas, túbulos e válvulas envelhecidas .Já em Israel a perda de água no abastecimento é inferior a 8%.
Israel possui o programa NewTech que desenvolve ações para água e energias renováveis e é ligado ao Ministério de Economia de Israel. Por ano o país exporta em torno de U$$ 2 bilhões em tecnologias de água para o mundo. Além dessa plataforma, o país tem uma organização sem fim lucrativos denominada Israel Export Institute, que trabalha ao lado do governo e empresas israelenses para promover no exterior os mais de 250 negócios focados em recursos hídricos do país.
Uma das empresas inovadoras é a startup TaKaDu que exâmina o sistema de abastecimento de água, mostrando seu funcionamento em tempo real, gerando gráficos e relatórios que auxiliam no planejamento de melhorias desse sistema, objetivando reduzir a perda água e dinheiro. Essa organização desenvolveu um software, através de algorítimo matemático, que analisa os dados de sensores e medidores já englobados em sistemas e redes de água, detectando falhas, como explosão de tubos, vazamentos, medidores defeituosos e variação de pressão. Nesse software consegue-se visualizar os dados na tela do computador e identificar sua localização no mapa da cidade. A empresa investiu mais de U$$ 20 milhões e reduz o desperdício de água em 30 % e o tempo de reparo das tubulações em 60%.
Outra startup israelense desse setor é a Aquarium Espectrum que além de detectar vazamentos na ordem de milímetros, consegue localizar possíveis pontos de risco nas tubulações antes de ocorrer uma falha e enviar alertas em tempo real para os operadores, através de sensores acústicos e software. Os sensores realizam medições acústicas que enviam os dados para um servidor na nuvem. O software da empresa a partir dos sinais sonoros determina à distância de um vazamento do sensor. Com um contrato de três anos com a concessionária de água de jerusalém essa startup encontrou mais de 226 pontos de vazamento na cidade, sendo 171 pertencentes a rede pública e 55 em propriedades privadas. Ao resolver o problema, Jerusalém reduziu em 18 % as perdas de água.
Portanto, além de buscar soluções alternativas para resolver o problema de escassez de água, Israel cria tecnologia para economizar água e dinheiro no próprio sistema de abastecimento e aplica essa inovação no país e também a vende para o mundo.

Referência:




quinta-feira, 6 de julho de 2017

Irrigação por bandejas


A Bandeja coletora de água Tal Ya é a mais nova tecnologia produzida em Israel, no segmento agrícola, referente ao uso racional da água, contribuindo de forma significativa na redução do aporte de água, chegando em até 50% da demanda hídrica da planta, comprovada em experimentos em campo e em áreas comerciais irrigados.
As Bandejas Tal Ya apresentam uma estrutura reforçada, fabricadas com três camadas de Polipropileno, com proteção UV, garantindo uma vida útil de 8 a 10 anos. Essas têm o objetivo de coletar a água sob a forma das chuvas, do orvalho, em cultivo de sequeiro, bem como, em plantios irrigados,
Os plantios protegidos com este sistema apresentaram precocidade, maior desenvolvimento e produtividades, isto devido ao seu desenho tridimensional, onde toda a água coletada se acumula na face interna da bandeja, condensando e retornando ao solo, portanto, não havendo perdas por evaporação a partir da superfície do solo. A parte superior da Bandeja Tal-Ya de coloração prata reflete a luz solar, proporcionando um isolamento térmico no seu interior, refletindo a luz solar para cima distribuindo melhor a luminosidade que chega às folhas inferiores que estão normalmente sombreadas por não receberem luz direta e permitindo uma maior eficiência de fotossíntese.
VANTAGENS E BENEFÍCIOS
  • O aporte constante de umidade nos solos favorece a proliferação de radícolas, responsáveis pela absorção de nutrientes, favorecendo também às comunidades microbianas;
  • Temperaturas amenas abaixo da bandeja, até 10º C abaixo, em comparação aos solos expostos. Isto proporciona maior conforto ao sistema radicular, tornando sua absorção mais eficiente, melhorando os processos fisiológicos das plantas;
  • A bandeja protege da concorrência de ervas daninhas ao redor das plantas, trazendo economias de mão de obra para capina e/ou evitando aplicações de herbicidas;
  • As Bandejas Tal Ya são ecologicamente corretas, contribuindo com a redução no consumo de água, pesticidas, além de ser recicláveis no final do seu tempo de vida útil;
  • Redução de uso de fertilizantes quando via fertirrigação se adota as dosagens por concentração proporcional a água para manter a Condutividade Elétrica (CE) desejada, assim que se utiliza menos água e se mantiver o mesmo nível de fertilizantes causaria salinização progressiva, portanto a economia de fertilizantes é a chave para obter e manter a CE ideal quando há economia de água;
  • O sistema Tal Ya dar retorno sobre o investimento (ROI), a curto e médio prazo, dependendo das características do cultivo.
      Referências: http://www.tal-ya.com/

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Recursos Hidricos e irrigação em Israel



Israel é um país de clima predominante árido e possui algumas cidades costeiras como Tel Aviv e Haifa, que têm clima Mediterrâneo. Israel tem inverno e verão secos e o que diferenciam as estações são o frio e o calor intensos.
O regime de chuvas ocorre principalmente no inverno de Outubro a Maio, entre os meses de Dezembro a Fevereiro e no verão as chuvas são raras. Sua precipitação anual média chega a 400 mm (400 litros por metro quadrado), ocasionando dificuldades de suprir suas demandas com esse recurso tão valioso.
Suas reservas de água doce também são escassas, das quais fazem parte o Rio Jordão, que é raso e estreito e o Lago Kneret (Mar da Galileia) que é o maior reservatório do país, .Além dessa reserva o país possui os aquíferos costeiro e das montanhas da Judéia e Samária.
Uma das formas de conviver com esse problema é através do desenvolvimento de novas técnicas de irrigação, como a da empresa Netafim. Essa companhia foi fundada na década de 1960 ,através de um sistema de irrigação por gotejamento ,capaz de se adaptar ás condições de chuvas insuficientes e clima árido para cultivo. Este mecanismo consiste em canos interligados entre si com pequenos furos, que captam a água de um reservatório e a distribuem no terreno em forma de gotas onde está sendo realizado um determinado cultivo.
Esta descoberta possibilita que o vegetal ganhe a quantidade exata de água para o crescimento. Com essa irrigação aumenta a produtividade e proporciona uma eficiência de 95% de consumo de água e de energia para o bombeamento e captação desse recurso. Para atingir este alto percentual de eficiência utiliza-se bombas de baixa vazão que consomem 50 e 60 % menos de água e energia respectivamente. Vinculou-se a essa irrigação com a fertilização, criando a nutri irrigação e sendo assim a planta além de receber água, recebe junto o adubo para o seu crescimento.
Portanto, através dessa técnica o país soube lidar com suas dificuldades climáticas e de escassez de recursos hídricos, explorando a água de maneira consciente.



Referencias:











quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lixo Eleitoral: Para onde ele vai ?


No Brasil, em todas as eleições seja para cargos em níveis municipais, estaduais ou federais, são distribuídos milhares de santinhos de papel e placas de publicidades (cavaletes) com o nome e número dos candidatos são espalhadas pelas cidades brasileiras, como se isso fosse ganhar uma eleição na era da informação, da internet, redes sociais e demais formas de mídias modernas.

Nas ultimas eleições municipais de 2012 , segundo levantamento do TSE, gastou-se 2 bilhões de reais  em fabricação de santinhos, cartazes, bandeiras e faixas. Desse total, mais de 800 milhões de reais foram gastos na emissão de papeis para santinhos e jornais, o que significa a quantia de 603 mil árvores derrubadas que seriam o suficiente para produzir 40 milhões de livros de 50 páginas. O comprimento da quantidade de papeis impressos empilhados seria possível dar 143 voltas ao redor da Terra. 

Para produzir o material impresso foram gastos 3 bilhões de litros de água, que serviriam para abastecer regiões do Brasil devastadas pela seca, como o nordeste brasileiro.

Além de ser um enorme gasto público e consumir muitas árvores e água, essa geração de lixo traz alguns impactos socioambientais, tais como:

Entupimento das galerias de esgotos, podendo causar alagamentos e enchentes;

Poluição nos cursos de água e no solo, devido à quantidade de santinhos e cavaletes que são jogados no chão das vias públicas;

Os materiais jogados no chão podem causar graves acidentes, como o de uma senhora que faleceu no dia da eleição, após escorregar em panfletos espalhados em torno de uma seção eleitoral na cidade de Guarulhos-SP;

Os cavaletes, banners, faixas, bandeiras, causam a poluição visual, pois muitas vezes são dispostos irregularmente em locais públicos sem autorização do poder público como em postes de iluminação, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus, árvores, jardins públicos e outros. Além disso, os candidatos não recolhem esse material a noite conforme resolução de N° 23.404 do tribunal Superior Eleitoral, ficando o mesmo nas vias públicas deteriorando-se com as intempéries e virando resíduo que se dispõe em aterros.

No Brasil, não há lei que limite a quantidade de material de propaganda política emitida e nem lei que responsabilize o candidato pela geração desses resíduos de campanha eleitoral.

Portanto há de se exigir um rigor maior por parte das autoridades na hora de imprimir esses milhões de propagandas que são colocadas nas ruas, prejudicando o meio ambiente e a sociedade e esperamos que a população comesse a estabelecer que seu candidato tome providencias para não gerar tanto resíduo de campanha eleitoral. Além disso, devemos cobrar das autoridades eleitorais para que os candidatos a algum cargo sejam punidos pela geração indiscriminada de resíduos sólidos, como panfletos, santinhos, bandeiras e faixas.

Referencias:







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Plásticos Biodegradáveis

Um material é considerado biodegradável quando microrganismos vivos em conato com o solo, a umidade, o ar e a luz solar, fragmentam o material e o utilizam como fonte de alimento.

Devido à consciência e a preocupação com a questão ambiental no planeta, atualmente vem sendo veiculados na mídia produtos biodegradáveis como solução ecológica, como é o caso do plástico biodegrádavel.

Esse plástico apesar de ser elaborado através de fontes renováveis, como a celulose e o amido das plantas não é biodegradável em qualquer condição, principalmente quando é disposto em lixões ou aterros. Isso acontece pelo fato dos aterros serem ambientes anaeróbios, ou seja, não possuem oxigênio e umidade o suficiente para degradar o plástico.

Para que a biodegradação ocorra é necessário que seja encaminhado para uma usina de compostagem que transforme o plástico em até 180 dias em humos para o solo.

Além de não se decomporem em 6 meses como recomendam normas internaconais, os plásticos biodegradáveis dispostos em aterros emitem gases do efeito enquanto se degradam, prejudicando a camada de ozônio e a qualidade do ar.

Mesmo que o plástico seja considerado biodegradável, temos que procurar controlar o seu consumo desenfreado e o seu descarte inadequado em lixões e aterros. Portanto, os plásticos biodegrádaveis se tornaram uma solução ineficaz, pois se não for utilizada como compostagem em solos, não se decompõem facilmente como pregam seus fabricantes.

Referências:




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Isopor: Problemas e Soluções

O isopor é um material usado como embalagem e isolante térmico, é composto por uma mistura de ar com poliestireno que é derivado da nafta petroquímica. O isopor  apesar de não ser considerado um produto  contaminante possui  alguns impactos socioambientais, tais como:

Segundo a ¹EPA, pessoas que trabalham com o produto passaram a sofrer de problemas de saúde , como dor de cabeça, depressão, perda auditiva e problemas neurológicos  e um aumento no risco de adquirir leucemia e linfoma;

Demoram em média 150 anos para se decompor na natureza. Quando são dispostos no meio ambiente, o isopor que é uma espécie de plastico se quebra em microplátisco, que possui a capacidade de absorver compostos químicos tóxicos,como agrotóxicos, pesticidas, metais pesados, como chumbo, Mercúrio e Cadmio ,presentes nos rios, lagos e oceanos ;

Os seus fragmentos que são descartados no mar podem ser ingeridos por animais marinhos ,podendo causar intoxicação a eles e  a quem se alimenta deles ;

Ocupam espaços em aterros sanitários devido ao seu grande volume;

Quando queimado, o isopor libera gás carbônico,oque contribuí para a poluição do ar e para o aquecimento global;

Por ser uma espécie de plastico , o isopor é 100 % reciclado,mas sua reciclagem não acontece por ser leve,ocupa um espaço  muito grande e isso colabora para seu baixo preço de venda, fazendo com que seja inviável economicamente para catadores e cooperativas.

De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), são consumidas cerca de 2,5 milhões de toneladas no mundo e no Brasil são cerca de 36,6 mil toneladas.
Além desse fato, no Brasil  ainda destina-se boa parte do isopor para aterros e lixões, pois além da inviabilidade econômica para os recicladores reutilizarem o material ,não temos a consciência de separar este resíduo como plástico e simplesmente colocamos no lixo comum .

Frente a esse cenário, já se têm algumas soluções para o problema socioambiental do isopor, como em uma Usina da cidade de Curitiba – PR,que  irá fabricar concreto leve(mistura de cimento,areia,cola e isopor) utilizando o isopor para substituir o uso da pedra britada. Os produtos vão ser comercializados para pessoas física ou empresas, e a renda será destinada para o Instituto Pró- Cidadania e aplicada em ações sociais.

A usina também vai moer o isopor e irá aproveitá-lo na aeração de solos em parques e jardins, pois facilita a retenção de umidade e mantém a temperatura do solo.

¹ EPA: Agencia de proteção ambiental dos EUA.

Referências:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos

Utilizamos a água vinda de rios, lagos, e poços para diversos fins como para a irrigação, indústria, dessedentação animal, abastecimento rural e urbano, navegação e para fins energéticos.

Esses diversos usos em uma determinada bacia hidrográfica¹ podem causar conflitos pela utilização da água, poluição, degradação ambiental e diminuição do nível  de mananciais somados a períodos de estiagem .

Para ajudar a resolver esse caos em nossos recursos hídricos, existem ferramentas como a cobrança pelo uso desses recursos.

Essa cobrança é uma das ferramentas de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9433/97 e tem como objetivos:

Dar ao usuário uma indicação do real valor da água;

Incentivar o uso racional da água; e

Obter recursos financeiros para recuperar as bacias hidrográficas degradadas do país e também mantê-las em estado de conservação.

A cobrança não é um imposto, e sim uma remuneração pelo uso de um bem público, cujo preço é fixado a partir de um pacto firmado entre os usuários da água, sociedade civil e o poder público. Os órgãos responsáveis pela cobrança do uso da água são os comitês de Bacias Hidrográficas² (CBHS), que estabelecem a competência de pactuar e propor ao respectivo conselho de recursos hídricos os mecanismos e valores de cobrança a serem  adotados  na sua área de atuação. Essa arrecadação em águas de domínio da União proposta por um CBH, só pode ser iniciada após a aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos ( CNRH).

Após a aprovação da cobrança a Agencia Nacional de Águas ( ANA), criada pela Lei nº 9984/00, arrecada e distribuí os valores arrecadados  para as entidades delegadas de gerir cada bacia. 
No Brasil, a cobrança é feita em 12 bacias hidrográficas do estado do Ceará,  10 bacias do Estado do Rio de Janeiro,  5 do Estado de São Paulo , 9 bacias do estado de Minas Gerais  , 2 trechos de Bacias do Estado do Paraná e no setor hidrelétrico.

Esse instrumento de cobrança é uma ferramenta para ajudar a conservar e preservar os recursos hídricos, mas a sua implementação não se dá em todas as bacias hidrográficas brasileiras, por elas muitas vezes nem possuírem um comitê de Bacia Hidrográfica implantado.


Cabe a nós como sociedade cobrar das autoridades  para que se implante comitês de bacias e para  que fiquem mais atuantes  os que já existem, podendo assim executar a cobrança pelo uso da água  e usar o dinheiro arrecadado para recuperar os nossos mananciais que nos fornecem a água tão necessária para a sobrevivência dos seres vivos.

¹ : Bacia Hidrográfica ou Bacia de Drenagem é o conjunto de terras que fazem a drenagem da água das precipitações para esse curso d’água.

 ² : Comitês de Bacias hidrográficas são organismos colegiados que fazem parte do Sistema Nacional Gerenciamento de Recursos Hídricos , existentes desde 1988.  




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Contaminantes Emergentes na Água

Quando analisamos a qualidade da água dos nossos rios e mananciais brasileiros, nos deparamos com elementos ou substâncias nocivas ao meio ambiente que muitas vezes são limitadas de serem lançadas em certas quantidades pela resolução de nº 357 do *CONAMA de 2005. 

Essa resolução dispõe sobre a classificação dos corpos de água e estabelece condições e lançamento de efluentes, como o cloro, o benzeno e os metais pesados. Sendo assim, estabelece-se indicadores para analisar a qualidade das águas afim de poder mitigar os impactos ambientais causados pelas substâncias nocivas lançadas no corpo de água e também punir os responsáveis por esse ato degradatório.  

Mas, não são só esses contaminantes que devemos monitorar nos mananciais e sim também os contaminantes emergentes, que são substâncias que não são controladas por leis ou regulamentos. Eles podem ser produtos farmacêuticos e produtos de higiene, hormônios sintéticos e naturais, pesticidas, plastificantes e até substâncias estimulantes como a cafeína.   Essas substâncias são classificadas como interferentes endócrinos que alteram as taxas hormonais de animais e dos seres humanos podendo afetar na reprodução e no desenvolvimento de ambos. Também podem ser carcinogênicos e antecipar a idade da menstruação das meninas.

Esses interferentes são descartados nos esgotos e vão parar nos rios e contaminam os animais e aos seres humanos, seja pela ingestão da água que volta para o consumo ou pela ingestão de peixes, provocando desequilíbrio ecológico da fauna e prejuízos na saúde humana.
Muitos desses produtos que são lançados nos esgotos  após  o tratamento da água  persistem na composição da água , que é o caso da cafeína que está presente em refrigerantes, café, chocolates e chás.

Além da cafeína, os produtos farmacêuticos como remédios e antibióticos despejados nos rios são um grave problema, pois muitas vezes não são destinados corretamente para retornarem á indústria farmacêutica através da logística reversa que está prevista na política nacional dos resíduos sólidos – Lei 12305 de 2010. Essas susbstâncias não são biodegradáveis, persistindo no ambiente e em organismos vivos que os bioacumulam, podendo causar  a extinção de diversas espécies da fauna , da flora e problemas na saúde humana.


Contudo há medidas para que os contaminantes emergentes sejam menos presentes nos mananciais como o uso consciente dos produtos que os contêm e o descarte de forma correta que deveria se dar através de coletores disponibilizados pelas empresas que os fabricam. Além disso, devemos exigir leis para que as substâncias emergentes sejam cada vez mais parâmetros a serem analisados na qualidade da água, pois sendo assim limitamos a uma quantidade permitida para que tal substância seja lançada em corpo d’água, diminuindo os seus impactos socioambientais.

*Conselho Nacional do Meio Ambiente






sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Perigo dos Produtos de Limpeza


Muitas vezes pensamos que para um ambiente estar limpo, tem que ter cheiro de lavanda ou de eucalipto, mas afinal limpeza tem cheiro?

Um local limpo não tem cheiro e por vezes usamos indiscriminadamente muitos produtos de limpeza juntos como aromatizadores líquidos, desinfetantes e desorizadores de ar  disfarçando o cheiro e podendo provocar problemas de saúde como rinite, sinusite, alergias e até problemas  carcinogênicos e dermatológicos. 

Além de causar riscos à saúde tanto para quem manuseia ou inala essas miscelâneas de produtos químicos, podem causar danos ao meio ambiente, tais como:   

Contaminação da água dos esgotos que são despejados em mananciais podendo causar a morte de animais e plantas. Esta contaminação pode se dá através do uso de detergentes, sabões e demais produtos que sejam à base de fosfatos. Este componente forma uma espuma branca que reduz a penetração do oxigênio da água, diminuindo o nível de oxigênio na água;

Os fosfatos podem geram também o aparecimento de algas vermelhas que em excesso provocam a diminuição de oxigênio na água, além de alterar a cor do manancial (processo de eutrofização);
Muitos limpadores de ambientes possuem em sua composição derivados de petróleo, cloro e metais pesados poluindo rios, lagos, oceanos, podendo causar prejuízos a saúde, a fauna e flora devido ao fato serem altamente tóxicos;

O consumo de produtos de limpeza gera uma grande quantidade de embalagens que são descartadas na natureza junto com resíduos orgânicos, indo para aterros e lixões podendo contaminar o solo e água;

Frente aos efeitos nocivos que os produtos de limpeza causam a saúde e ao meio ambiente, devemos escolher um ou dois artigos de limpeza usando de forma moderada, ao invés de usar muitos produtos com a mesma finalidade, como desinfetante com aromas, aromatizador liquido e desodorizador de ambientes, devido a grande espécie de elementos químicos que os compõem  como o formaldeído e os solventes;

Há também alternativas mais ecológicas que não prejudicam a saúde e a natureza, tais como:

Usar vinagre tira manchas  de tecidos, remove gorduras e limpa azulejos , fogões e panelas sem deixar odor forte de produtos químicos em casa;

O bicarbonato de sódio limpa a pia, bidês, vasos sanitários e substitui o cloro na remoção de limo. Para isso é preciso deixa-lo agir por uma hora e depois retirar o limo com uma mistura de suco de limão e sal;

Utilizar a água quente com sabão para desinfetar ambientes;

Portanto, sejamos mais conscientes na hora de utilizá-los, analisando o que contém em seus rótulos e utilizando-os moderadamente. O uso indiscriminado se deve a esses produtos industrializados possuírem apelos publicitários que facilitam o seu consumo em larga escala. Mas, com a redução do consumo e adoção de praticas mais ecológicas podemos reduzir a atividade das empresas que fabricam os produtos de limpeza que degradam o meio ambiente e fazem mal a saúde.

Referências:




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Impactos Sociombientais das Monoculturas

No Brasil desde os tempos coloniais pratica-se a monocultura, que é a produção agrícola de apenas um tipo de produto cultivado em larga escala, como a soja, café ,cana-de-açúcar e algodão.

Nessa pratica agrícola a maior parte da produção é exportada para fora do país, gerando renda para grandes latifundiários e um bom saldo na balança comercial brasileira. Mas, apesar de trazer lucros aos grandes proprietários de terras e ao governo brasileiro, essa cultura causa também os seguintes  impactos socioambientais:

Degradação física, química  e biológica do solo;

Reduz a produtividade, uma vez que o plantio de uma só espécie retira os nutrientes do solo;

Reduz a biodiversidade  e provoca um desequilíbrio ecológico ao desmatar grandes áreas de florestas e cultivar plantas que não são nativas de determinado local;

Traz o aparecimento de ervas daninhas e insetos que atacam as plantações devido à supressão de porções de mata nativa;

A monocultura necessita que se apliquem as plantações uma grande quantidade de agrotóxicos  e fertilizantes que podem gerar a contaminação do solo, da água e dos seres vivos;

As grandes plantações ocupam áreas extensas que impedem que sejam produzidos mais alimentos para a população interna do país, o que reduziria a fome junto com a diminuição do desperdício de alimentos que já são produzidos;

Reduz a mão-de-obra do campo por causa da mecanização das lavouras e com isso a um êxodo rural para as grandes cidades brasileiras gerando mais desempregados;

O plantio em larga escala necessita de grande quantidade de água que muitas vezes é desviada de um curso de um manancial causando a degradação do mesmo e nem sequer o uso dessa água é cobrado dos proprietários de terras;

Tendo em vista a todos esses malefícios socioambientais, há alternativas frente a esse cenário,  como a rotação de culturas, que consiste em fazer divisões na propriedade e alternar anualmente as espécies vegetais cultivadas na área agrícola.  Esse modo de cultivo proporciona uma produção diversificada de alimentos, melhora as características do solo, auxilia no controle de ervas daninhas, repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos.

  
Portanto, a monocultura apesar de ser altamente rentável por causa da exportação traz os diversos impactos socioambientais mencionados acima e um custo elevado, pois as áreas do plantio ao longo do tempo passam a não serem mais produtivas, gerando prejuízos ao governo por não estar gerando impostos e produzindo produtos agrícolas.  Mas, a rotação de culturas é uma alternativa frente a esse quadro, podendo até recuperar o solo degradado.  

Referências:






sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sustentabilidade em Condomínios

No mundo atual fala-se muito em atingir conceitos de sustentabilidade e pensamos  que isso só pode ser alcançado em níveis governamentais e empresariais. Mas, se começarmos  pelos condomínios onde moramos já seria um importante ponto de partida para atingirmos a sustentabilidade em escalas maiores no futuro.

Para um condomínio ser sustentável é necessário realizar uma série de ações, tais como:

Reduzir o consumo de energia, através da substituição de lâmpadas comum pelas de led e da instalação de painéis solares para aquecer a água, que  apesar ambos de serem mais caras, economizam energia com o tempo o custo se paga;

Reduzir o consumo de água, através da captação da água da chuva e do tratamento de esgoto para reuso em descargas;

Coletar através de uma cooperativa o óleo descartado pelos moradores, evitando assim que muitos litros dessa substancia contaminem água;

Realizar um trabalho de educação ambiental com moradores e funcionários do condomínio sobre o consumo consciente de água e energia, segregação e destinação correta dos resíduos. Também é preciso orientá-los a gerar menos resíduos através de maior aproveitamento dos alimentos e consumindo de maneira moderada os produtos industrializados e alimentos em geral ,gerando assim menos quantidade de resíduos que seriam enviados para aterros;

Preservar árvores e cultivar pequenas hortaliças;

Tratar periodicamente as fossas e sumidouros;


Incentivar a reciclagem;

Contudo, pode parecer que essas ações sejam insuficientes para atingirmos a esfera global dos problemas ambientais, mas se começarmos em cada condomínio ou casa realizando essas pequenas mudanças aos poucos iremos atingir o desenvolvimento sustentável de que tanto o nosso planeta precisa para continuar a existir.

Referências: