domingo, 4 de novembro de 2012

Retrato do descaso do lixo

No Brasil, a maior parte dos resíduos solidos urbanos são de comidas jogadas no lixo que somam mais de 25 milhões de toneladas ao ano, o que seria suficiente para alimentar 30 milhões de pessoas, segundo dados da FAO(órgão da Onu sobre alimentação e agricultura). Nas grandes cidades os tonéis de resíduos de restaurantes estão abarrotados por sobras de comida diariamente. Esse desperdício todo daria para alimentar milhares de famílias carentes, mendigos, creches, albergues e dessa maneira iria diminuir a fome no país e evitar que tantas toneladas de restos de comidas lotassem os aterros e lixões, que quando se decompõem provocam a contaminação de mananciais através do chorume(líquido percolado) e a alta produção de gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa.
Em ambito federal a Lei 3071, de 1916, proíbe doação de comida pronta, pois quem doa uma refeição assume os riscos caso alguém passe mal e preve detenção de até 5 anos para o responsável, mesmo se a comida for bem acondicionada e manipulada. O senador cearense, Lúcio Alcântara , criou um projeto de lei em 1997, que livra a responsabilidade cívil e criminal por dano de quem doa o alimento, desde que se prove que se está agindo de boa fé, mas o projeto está parado no senado desde 2007.
Essa lei é falha, pois mesmo não doando diretamente aos pobres e famintos, os mesmos reviram os lixos e lixões em busca de comida, com um risco ainda maior de a comida estar estragada. A lei deveria ser alterada, prevendo a análise de nutricionistas que verficassem a boa qualidade da comida doada.
Mas, frente esta problemática não devemos só esperar aões dos nossos governates e legisladores e sim fazer a nossa parte, como servir nosso prato de comida só com a quantia necessária que vamos comer, reaproveitando ao máximo as refeições que sobram e realizando a compostagem, que é uma técnica para transformar restos de alimentos em adubo.
Logo abaixo coloco uma receita de como fazer a compostagem.

Compostagem Caseira:

1.Separar cascas de frutas e legumes, de ovo, pó de café, sementes.
2.Colocar os residuos em um balde de plástico velho, caixa de madeira, galão de água vazio ou caixa d'água quebrada.
3. Fazer furos no fundo do recipiente que escolher, para que possa escorrer o chorume, que deverá ser colocado em outro recipiente, colocado em baixo do recipiente da composteira.
4. Dentro do recipiente, depositar camadas de resíduos orgânicos alternadas com camadas de folhas secas de árvores , plantas diversas, aparas de gramas secas ou serragem, como se fizesse um sanduíche. Finalize sempre com a parte seca, para evitar mau cheiro e a presença de insetos. Fazer isto, até que o recipiente fique cheio.
5. Deixe descansar de 2 a 3 meses, dependendo do tamanho deste recipiente. Neste período, comece uma nova composteira.
6. Durante os meses de descanso, revire este material uma vez por semana, para oxigenar a composteira e distribuir umidade e calor. No processo de decomposição ocorrerá o aquecimento da composteira, que significa que as bactérias estão trabalhando. Se isso não acontecer, verificar se não é necessário umedecer a composteira, ou se a quantidade de matéria seca não for muito maior que a de resíduo orgânico.
7. O adubo estará pronto quando tiver uma aparencia uniforme, como uma terra preta e já estiver fria.

Referencias: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/comida-jogada-fora-aumenta-poluicao-682620.shtml
http://familiaorganica.blogspot.com.br/2011/08/compostagem-caseira-receita.html

sábado, 6 de novembro de 2010

Sacos de Jornal



Os sacos convencionais, nos quais colocamos nosso lixo diário, são feitas de polietileno (plastico) que é derivado do petróleo, que demoram mais de 200 anos para se decompor e ficam espalhadas na natureza, contaminando o solo, a água, o ar e os animais que o encontram que podem tanto comer enganados, como ficarem presos a estes sacos.
Uma alternativa frente as sacolinhas de plásticos são as sacolas feitas de jornal, que além de reutilizar o jornal velho que fica ocupando espaço nas residencias contribuí para a redução de consumo das sacolas plasticas. O jornal é feito de papel que é um material reciclável , que se decompõem na natureza em cerca de 6 a 12 meses e seu único inconveniente é que o papel é composto de celulose que é extraída de árvores que são cortadas, contribuindo assim para o desmatamento de florestas se não houver um programa de replantio de árvores a cada árvore que for derrubada.
Os sacos de jornal podem servir para colocar o lixo seco ou lixo de banheiros domésticos, como fio dental, caixa de pasta de dente e etc.

Modo de Fazer:

Dobre um dos lados da folha de jornal, de forma a deixá-la em um formato quadrado. Depois dobre o quadrado, de modo que forme um triângulo, mantendo a base para baixo. Dobre a ponta inferior direita do triangulo até a lateral esquerda. Vire a dobradura de para baixo, escondendo a aba que você acabou de dobrar. Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda. Para fazer a boca do saquinho, peque uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que foi dobrada por ultimo, fazendo-a desaparecer lá dentro. Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado e vire a dobradura para o outro lado e repita a operação. Abrindo a parte de cima está pronto o saquinho.

Referencia:

http://overrunning.blogspot.com/2010/08/sacos-de-jornal.html
Jornal Zero Hora – Nosso Mundo Sustentável – dia 25/10/10

domingo, 26 de setembro de 2010

Plástico de cana-de-áçucar

O plastico feito a partir da cana-de-açúcar, que é uma matéria-prima 100% renovável, que através da fotossíntese transforma energia solar(luz) em energia química processando o dióxido de carbono (CO2), um dos principais poluentes do ar, água e sais minerais em compostos orgânicos, produzindo oxigênio.
Após ser plantada e colhida, a cana é moída em uma máquina na usina e o seu caldo resultante é separado e passa por uma destilação através do aquecimento da substância até o ponto de ebulição, resultando no etanol. Em seguida este álcool é transformado em eteno através do mesmo equipamento que processa a nafta, que é um derivado do petróleo, por meio de temperatura e pressão. Na industria petroquímica, ocorre o processo de polimerização do eteno, tendo como resultado um polietileno e após disso é obtida a resina , na forma de pequenas bolinhas, que é aquecida e recebe outras substâncias, como a tinta. A resina derrete e é colocada em máquinas para ganhar a forma desejada , como sacolas de supermercado, embalagens, frascos, brinquedos, produtos escolares e tanques de combustível e etc.
Apesar de cada quilo de plastico feito de etanol retirar 2,5 quilos de gás carbônico da atmosfera, principal gás causador do efeito estufa, e de ser de fonte renovável ao contrario do petróleo que é esgotável , possui algumas desvantagens como, não é biodegradável, pois demora o mesmo tempo de decomposição do plástico comum; o seu custo é 40 % maior que do plástico convencional; a necessidade de plantar a cana-de-açúcar em larga escala, através da monocultura e o uso de defensivos agrícolas pode desgastar o solo causando a erosão e com isso compromete a produção de outros alimentos na terra que fica exaurida e pobre em nutrientes.
O plastico ''verde'' é uma alternativa para não depender tanto do petróleo na produção de plástico e não a solução do problema, pois há de se ter controle na hora de plantar,limitando a quantidade de terra usada para este fim, respeitando florestas ao não desmatar áreas , não substituindo totalmente o modelo de plástico convencional e sim utilizar as duas técnicas de produção de plástico.

Referencias:

http://www.funverde.org.br/blog/archives/3037
http://diariogauche.blogspot.com/2009/04/o-plastico-verde-da-braskem-e-uma.html
http://scienceblogs.com.br/rastrodecarbono/2008/10/descobertas-cientificas-plastico-de-cana-de-acucar.php
Zero Hora Caderno Nosso Mundo – dias 03/ 05/10 e 20/09/10

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Livro de plástico



No Brasil está crescendo o número de livros que estão sendo feitos a partir de resíduos plásticos, como garrafas pet, copos descartáveis, embalagens de produtos de limpeza e etc. Os plásticos são separados nas cooperativas de reciclagem por cor, tamanho, densidade e peso e depois vão para a prensa, formando fardos com 200 quilos cada e são enviados às industrias de livros plásticos. A partir deste processo o plástico é lavado triturado, regranulado, transferido à cilos de armazenamento e é encaminhando para as máquinas tomando a forma a granel até virar um flime de plástico, no qual é impresso o livro.
O livro feito com esse material reciclável dura mais , é mais resistentes à umidade, amassos, rabiscos e rasgos, imprime 20 % menos de tinta, possuí o mesmo peso que o convencional, apresenta brilho e no final de seu uso pode ser integralmente reciclado. Os livros de plásticos reciclados são 30 % mais caros que os comuns, mas este custo tende a baixar com o aumento da oferta e da procura do produto, pois possui um enorme apelo sustentável por ser um produto ecológico que recupera os dejetos plásticos, transformando-os em cultura, educação e informação , ao invés de se acumularem nos aterros sanitários, poluindo o meio ambiente.
A Fundação Paula Souza vai imprimiu 261 mil livros didáticos com esse material, para ser utilizado nas escolas técnicas e FATECs do estado de São Paulo.
A Fundação Padre Anchieta vai oferecer livros didáticos à 180 escolas técnicas de São Paulo.


Referencias:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1588841-17665-304,00.html
http://blog.eco4planet.com/2010/05/fundacao-imprime-261-mil-livros-de-plastico-reciclado/


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Empresa sustentável

A companhia de elevadores ThyssenKrupp decidiu inovar com os novos modelos que não têm engrenagem em suas máquinas, portanto não necessitam de óleo durante a manutenção.
E ao passo disso, o resíduo queimado recolhido de modelos antigos é separado e encaminhando para a reciclagem junto de produtos como estopas, vasilhames, graxa e solventes. A unidade da empresa em Santa Catarina encaminha para a reciclagem cerca de 300 quilos de resíduos do processo de manutenção todos os meses.
Para economizar energia elétrica, a área de engenharia da ThyssenKrupp desenvolveu um modelo de lâmpada de LED (diodo emissor de luz) livre de metais pesados como o chumbo, seguindo a diretiva européia RoHS, que restringe o uso de determinadas substância tidas como perigosas. Instaladas nas cabines dos elevadores, as lâmpadas de LED economizam até 30 % de energia em relação aos modelos convencionais e emitem 82 % menos CO2 na atmosfera.
Com essas mudanças a empresa objetiva tornar os elevadores mais sustentáveis. Há 16 anos, a empresa conta com a coleta seletiva, e hoje 100% dos resíduos da fábrica são reciclados. Em um mês, o total de resíduos encaminhados para a reciclagem soma oito toneladas. São mais de 30 mil litros de líquidos que passam pela estação de tratamento da empresa todos os dias.

Referência:

Jornal Zero Hora – Caderno Nosso Mundo Sustentável - 30/08/10

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Madeira plástica



A madeira convencional para ser obtida tinha que derrubar diversas árvores, destruindo florestas e atualmente consegue-se fazer um material muito parecido e mais resistente, feito de resíduos plásticos como garrafas pet, frascos de produtos de higiene e beleza, bombonas de água, copos plásticos e outros. Esta madeira possui uma durabilidade muito maior e resiste a pragas, fungos e intempéries como a chuva e o vento, podendo ser empregada em bancos, floreiras, lixeiras, cercas ou deques.
A empresa paranaense Madeplast produz tábuas através de sobras de madeira, oriundas de podas de árvores ou de madeireiras, de fibras vegetais tais como a de coco, bagaço de cana-de-açúcar, bambu, borra de café, sisal, juta, sabugo de milho, casca de arroz, raspas de couro, algodão, folhas, e a isto tudo se mistura à matéria plástica reciclável. Os resíduos plásticos são coletados, separados, limpos e moídos. As sobras de madeira e os agregados de fibras vegetais são classificados e picados, e na indústria, uma máquina reúne os resíduos plásticos com os de madeira até alcançar uma mistura homogênea. Depois de misturados os materiais seguem para o processo de extrusão, no qual aplica-se pressão e temperatura derretendo a parte plástica, na qual se une à madeira, formando assim as tábuas de madeira plástica. O preço do produto é 3 vezes maior do que a madeira tradicional, mas a Madeplast, que já está a mais de 2 anos no mercado, dá garantia de 10 anos pelo material que possui diversas vantagens como: a capacidade de ser serrado, pregado e colocado com cola ; não exige manutenção, como aplicação de verniz, anti-fungo e seladores ; é impermeável e resistente a pragas, luz, calor e umidade; é capaz de ser trabalhada com as mesmas ferramentas aplicadas na madeira natural; não empena, não racha, não apodrece e não solta farpas; pode ser lavada com água e sabão, e pigmentada no processo de produção ou pintada posteriormente; é um produto ecologicamente correto.
Em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a Ecowood Rio produz a madeira plástica, há mais de 5 anos, com o mesmo processo de extrusão. A tábua pode ser acrescida de proteção anti-chamas ou anti-UV e possui as mesmas vantagens que o outro produto oferece.
Em Estância Velha, no Rio Grande do Sul, a Acinplas, produz madeira há dez anos, somente a partir de sobras de plásticos, sendo assim um produto 100 % reciclado. O seu modelo não tem pregos ou parafusos de metal que possam enferrujar, todos os pinos também são feitos de madeira plástica.
Nestes três exemplos a intenção é a mesma, produzir madeira através de um material difícil de se decompor, que é o plástico, evitando seu descarte na natureza, cortando menos árvores, preservando florestas, além de não poluir o meio ambiente com a fabricação do produto. A tecnologia exige baixo consumo energético, elimina bactérias e inertiza partículas eventualmente tóxicas, aplicando uma temperatura próxima de 200° C.

Referências:

Jornal Zero Hora - Caderno Nosso Mundo Sustentável - 09/08/10
http://www.ecowoodrio.com.br/index.htm;
http://www.madeplast.com.br/index.php?menu=inicial

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Brinquedos Recicláveis



Idéias de como transformar produtos recicláveis em brinquedos para crianças, aliando preservação e consciência ambiental ao divertimento infantil. Veja alguns brinquedos feitos de material reciclável.

Bilboquê
Material:
1 garrafa pet vazia com 2 tampas
Barbante
Fita Adesiva

Modo de fazer: Corte a garrafa com a tesoura na ranhura superior, passe o barbante do centro para o gargalo, amarre o em volta do bico e enrosque uma das tampas. Na outra ponta do barbante cole a outra tampa com fita adesiva.

Vai e Vem

Material:
2 garrafas de refrigerante vazias
2 pedaços de barbante
Fita crepe
Fita Adesiva

Modo de Fazer: Corte a garrafa ao meio e utilize as metades da garrafa que tem gargalo. Encaixe uma metade na outra e fixe com fita crepe. Em seguida passe os fios pelos bicos das garrafas. E para fazer os puxadores corte 4 pedaços quadrados do restante da garrafa e enrole com fita adesiva e depois passe o barbante e de um nó.

Boliche

Material:
10 garrafas pet
Jornal
Fita crepe e caneta
Cartolina

Modo de Fazer: Corte pequenos pedaços de cartolina, numere os de 1 a 10 e fixe com fita crepe cada número em cada garrafa. Amasse algumas folhas de jornal até formar uma bola e passe fita crepe até que fique firme.

Dinossauro

Material:
2 garrafas pet
Papelão
Fita crepe
4 caixas de fósforo
Jornal
Cola
Tinta colorida
Caixa de filme fotográfico

Modo de fazer: Corte as duas garrafas ao meio e separe as metades que tem o gargalo. Junte as metades com fita crepe formando o corpo do dinossauro. Encaixe a caixa de filme fotográfico em um dos gargalos e cole com fita crepe, formando a focinho. Fixe as caixas de fósforo no corpo do dinossauro com fita crepe, duas de cada lado, formando as patas.
Use o papelão para fazer a cauda, recortando um triângulo grande e fixe no outro gargalo com fita crepe. Também use o papelão para fazer a crista, no formato que desejar e fixe nas costas do dinossauro. Corte os jornais em pedaços, passe na cola e vá grudando em toda superfície do dinossauro, em varias camadas. Espere secar e depois pinte de verde e desenhe os olhos, a boca e outros detalhes na cor preta ou vermelha.

Estrela

Material:
Fundo de uma garrafa pet

Modo de fazer : corte o fundo da garrafa seguindo o risco. Entre cada gomo faz-se um corte e feito isso dobre as pontas para dentro dando o formato da estrela.

Referencias:
http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=Lixo+que+vira+brinquedo
http://www.youtube.com/watch?v=9lwAFaqPXwM
http://www.youtube.com/watch?v=PkjqqPmrhfg