sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sustentabilidade em Condomínios

No mundo atual fala-se muito em atingir conceitos de sustentabilidade e pensamos  que isso só pode ser alcançado em níveis governamentais e empresariais. Mas, se começarmos  pelos condomínios onde moramos já seria um importante ponto de partida para atingirmos a sustentabilidade em escalas maiores no futuro.

Para um condomínio ser sustentável é necessário realizar uma série de ações, tais como:

Reduzir o consumo de energia, através da substituição de lâmpadas comum pelas de led e da instalação de painéis solares para aquecer a água, que  apesar ambos de serem mais caras, economizam energia com o tempo o custo se paga;

Reduzir o consumo de água, através da captação da água da chuva e do tratamento de esgoto para reuso em descargas;

Coletar através de uma cooperativa o óleo descartado pelos moradores, evitando assim que muitos litros dessa substancia contaminem água;

Realizar um trabalho de educação ambiental com moradores e funcionários do condomínio sobre o consumo consciente de água e energia, segregação e destinação correta dos resíduos. Também é preciso orientá-los a gerar menos resíduos através de maior aproveitamento dos alimentos e consumindo de maneira moderada os produtos industrializados e alimentos em geral ,gerando assim menos quantidade de resíduos que seriam enviados para aterros;

Preservar árvores e cultivar pequenas hortaliças;

Tratar periodicamente as fossas e sumidouros;


Incentivar a reciclagem;

Contudo, pode parecer que essas ações sejam insuficientes para atingirmos a esfera global dos problemas ambientais, mas se começarmos em cada condomínio ou casa realizando essas pequenas mudanças aos poucos iremos atingir o desenvolvimento sustentável de que tanto o nosso planeta precisa para continuar a existir.

Referências:

sábado, 5 de julho de 2014

O pagamento por serviços ambientais

O Brasil é um país que possui uma legislação ambiental muito avançada, seja referente a leis no que diz respeito às qualidades da água, do solo, do ar e as diversas políticas de meio ambiente, como a lei 6938 e o artigo 225 da Constituição Federal do Brasil, de 1988.

Contudo falta mais fiscalizaçãopor parte das autoridades e ações de educação ambiental promovendo a divulgação das leis para a população ,em geral, ser mais atuante praticando ações sustentáveise cobrando posições dos governos frente à execução das leis ambientais do país.   

Muitos órgãos de fiscalização alegam que não são mais atuantes por não possuírem equipe e recursos financeiros o suficiente para cumprir a demanda das questões legais ambientais.

Uma das alternativas para isso seria o pagamento por serviços ambientais prestados pela população, ao invés de ficar esperando inteiramente pelas ações do poder público. Este pagamento consiste em ressarcir um potencial empreendedor de um determinado local por conservar e preservar o meio ambiente em uma propriedade rural que crie gado em uma área repleta de nascentes, por exemplo. Nesta modalidade cerca-se a área a ser preservada, impedindo o proprietário de realizar quaisquer espécies de atos degradatórios a natureza e realize-se o plantio de mudas de espécies nativas, para que o meio ambiente se reestabeleça no local. É importante frisar que as áreas de preservação são negociadas entre os proprietários rurais e os órgãos ambientais em questão do local para que haja um acordo que seja bom para ambas as partes.

O pagamento por serviços ambientais compreendem as atividades associadas a uma das quatro seguintes categorias representadas pela¹ : Retenção ou captação de carbono; conservação da biodiversidade, conservação de serviços hídricos e conservação de beleza cênica.

No Brasil, no Munícipio de Extrema – MG há um exemplo de sucesso deste pagamento, onde está havendo uma parceria publico-privada entre universidades, autoridades e empresas internacionais, que estão ressarcindo mensalmente os agropecuaristas da região por cercarem áreas de antigo pisoteio do gado, para fazerem plantios de mudas de espécie nativas que formam um cordão vegetal para as nascentes que brotam no local. Essas vertentes formam o Rio Jaguari, que é um dos grandes formadores do sistema Cantareira que abastece 54% do Munícipio de São Paulo e outras localidades da Grande São Paulo como, São Caetano do Sul, Guarulhos, Barueri e Osasco.       

O pagamento por esses serviços ambientais prestados a natureza é uma boa forma para a população rural interagir com a preservação ambiental, passar essa conscientização adiante e ainda não deixar de se desenvolver economicamente. Dessa maneira colabora-se preservando recursos naturais para as futuras gerações, mostrando que possamos fazer algo a mais pela natureza sem dependermos diretamente de ações governamentais.    


No que tangencia a questão legal, está tramitando no congresso nacional  um projeto de lei de n° 792 de 2007, que estabelece o pagamento por serviços ambientais.

Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=FZvS6Q6qtRM


¹MMA 2008, Pagamentos por serviços ambientais: perspectivas para a Amazônia Legal; Sven Wunder, Jan Börner, Marcos Rügnitz Tito e Lígia Pereira.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ação Socioambiental - Instituto Visão Social


No ultimo sábado, dia 06 de Abril, fiz parte de uma ação socioambiental, ás margens do Guaíba, enfrente ao Barra Shopping Sul, realizada pelo Instituto Visão Social. Nesta ação coletamos inúmeros resíduos, dentre eles pneus, colchões, vidros, papeis, embalagens plásticas, roupas, latas, restos de comida e etc. Tendo isto em vista me chamou a atenção que ainda tratamos a natureza deste local que é bela com muito descaso, prejudicando assim a flora, a fauna e nós moradores.



Muitas vezes somos questionados sobre o que devemos fazer diante de situações de degradação da natureza, como no caso do nosso Guaíba, e respondemos que esta questão cabe aos governantes resolverem. Mas, nos enganamos, pois cada um deve agir colocando seu resíduo no lixo, conscientizando as pessoas sobre o papel dos mananciais e da importância de que eles sejam próprios para consumo dos seres vivos, participando de ações socioambientais como esta que visa chamar a atenção da população e das autoridades.


Precisamos agir rápido em prol da preservação da natureza, pensando em deixar condições ambientais melhores para as futuras gerações, ou então nos seres humanos não teremos mais condições de sobreviver.
Temos a necessidade de além de não jogar resíduos no meio ambiente, reciclar, reutilizar e reduzir o consumo de embalagens industriais e alimentos em geral, produzindo assim menos lixo. 






segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Oficina brincando com recicláveis na Escola Estadual Rio Grande do Sul


Tive o prazer de realizar uma oficina de brinquedos feitos com materiais recicláveis, reaproveitando materiais como a garrafa pet que iria para o lixo e com esse reaproveitamento acabou estimulando a criatividade,  imaginação , alegria e a consciência ambiental das crianças.

São brinquedos simples e fáceis de serem feitos, mas o importante é o fato de que as próprias crianças possam fabricar os seus próprios brinquedos sem precisar ficar comprando cada vez mais brinquedos para estimularem o seu aprendizado. Os brinquedos recicláveis fazem com que as crianças aprendam brincando a cuidar mais do nosso planeta.

Ai vai os materiais e o modo de fazer os brinquedos que foram feitos na oficina:

Vai-Vem
2 garrafas pet de 1,5 L ou 2 L vazias.
Fita adesiva colorida
Barbante
Tesoura

Corte as duas garrafas na parte superior, encaixe uma parte cortada na outra e passe fita adesiva para que fique firme. Corte dois pedaços de barbante e passe pelos bicos das garrafas. Corte quatro quadrados na parte que sobrou da garrafa para fazer os puxadores. Enrole com fita adesiva e amarre em cada ponta dos barbantes .



Estrela de Garrafa Pet

Corte a garrafa no risco da parte de baixo, após faça cortes entre os gomos da garrafa e amasse as pontas.


  

Bilboque

Corte a garrafa pet na parte superior, amarre o barbante no bico e coloque uma tampa. Na outra ponta do barbante cole com fita adesiva outra tampa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Educação ambiental


No mundo atual quando se fala para as pessoas não jogarem resíduos no ambiente, por vezes ouvimos delas que não adianta colocar o resíduo no lixo se as outras pessoas não as acompanham na atitude correta., e é por esse pensamento que o mundo está vivendo catástrofes ambientais, pois um joga a responsabilidade para outro.
Frente a falta de consciência ambiental que vivenciamos hoje, temos que investir em educação ambiental, conscientizando as pessoas sobre o papel que o homem exerce na natureza. O investimento nessa educação começa nas crianças, pois quando crescerem vão ensinar outras crianças e assim se cria uma consciência ambiental forte, quebrando os paradigmas de que para desenvolver-se economicamente precisa pregar a destruição.
Devemos ensinar nossas crianças nas escolas a separar o lixo seco e orgânico, plantar mudas de árvores, desperdiçar menos água e alimentos, fazer seus próprios brinquedos de materiais recicláveis, entre outras práticas. Quando a criança faz seu próprio brinquedo a sua criatividade e auto-estima aumentam, pois ela sente que além de brincar está contribuindo para um mundo melhor.
Com a educação ambiental nas escolas, a garotada ao chegar em casa questiona seus pais por não cuidarem do meio ambiente e desta forma os adultos acabam tomando consciência dos atos degradatórios que cometem diariamente, seja derrubando árvores ou não separando o lixo.
Logo abaixo ensino como fazer um Ioiô de papel e elástico.

Ioiô de papel e elástico:
*Papel de jornal ou de caixa de sapato
*Fio látex
* Fita adesiva colorida
* 1 Tesoura
Faça uma bolinha de papel, coloque fitas adesivas sobre a bolinha e cole um pedaço de fita látex e está pronto o ioiô.

Referência: http://www.youtube.com/watch?v=Edxo_OMMYA8

domingo, 4 de novembro de 2012

Retrato do descaso do lixo

No Brasil, a maior parte dos resíduos solidos urbanos são de comidas jogadas no lixo que somam mais de 25 milhões de toneladas ao ano, o que seria suficiente para alimentar 30 milhões de pessoas, segundo dados da FAO(órgão da Onu sobre alimentação e agricultura). Nas grandes cidades os tonéis de resíduos de restaurantes estão abarrotados por sobras de comida diariamente. Esse desperdício todo daria para alimentar milhares de famílias carentes, mendigos, creches, albergues e dessa maneira iria diminuir a fome no país e evitar que tantas toneladas de restos de comidas lotassem os aterros e lixões, que quando se decompõem provocam a contaminação de mananciais através do chorume(líquido percolado) e a alta produção de gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa.
Em ambito federal a Lei 3071, de 1916, proíbe doação de comida pronta, pois quem doa uma refeição assume os riscos caso alguém passe mal e preve detenção de até 5 anos para o responsável, mesmo se a comida for bem acondicionada e manipulada. O senador cearense, Lúcio Alcântara , criou um projeto de lei em 1997, que livra a responsabilidade cívil e criminal por dano de quem doa o alimento, desde que se prove que se está agindo de boa fé, mas o projeto está parado no senado desde 2007.
Essa lei é falha, pois mesmo não doando diretamente aos pobres e famintos, os mesmos reviram os lixos e lixões em busca de comida, com um risco ainda maior de a comida estar estragada. A lei deveria ser alterada, prevendo a análise de nutricionistas que verficassem a boa qualidade da comida doada.
Mas, frente esta problemática não devemos só esperar aões dos nossos governates e legisladores e sim fazer a nossa parte, como servir nosso prato de comida só com a quantia necessária que vamos comer, reaproveitando ao máximo as refeições que sobram e realizando a compostagem, que é uma técnica para transformar restos de alimentos em adubo.
Logo abaixo coloco uma receita de como fazer a compostagem.

Compostagem Caseira:

1.Separar cascas de frutas e legumes, de ovo, pó de café, sementes.
2.Colocar os residuos em um balde de plástico velho, caixa de madeira, galão de água vazio ou caixa d'água quebrada.
3. Fazer furos no fundo do recipiente que escolher, para que possa escorrer o chorume, que deverá ser colocado em outro recipiente, colocado em baixo do recipiente da composteira.
4. Dentro do recipiente, depositar camadas de resíduos orgânicos alternadas com camadas de folhas secas de árvores , plantas diversas, aparas de gramas secas ou serragem, como se fizesse um sanduíche. Finalize sempre com a parte seca, para evitar mau cheiro e a presença de insetos. Fazer isto, até que o recipiente fique cheio.
5. Deixe descansar de 2 a 3 meses, dependendo do tamanho deste recipiente. Neste período, comece uma nova composteira.
6. Durante os meses de descanso, revire este material uma vez por semana, para oxigenar a composteira e distribuir umidade e calor. No processo de decomposição ocorrerá o aquecimento da composteira, que significa que as bactérias estão trabalhando. Se isso não acontecer, verificar se não é necessário umedecer a composteira, ou se a quantidade de matéria seca não for muito maior que a de resíduo orgânico.
7. O adubo estará pronto quando tiver uma aparencia uniforme, como uma terra preta e já estiver fria.

Referencias: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/comida-jogada-fora-aumenta-poluicao-682620.shtml
http://familiaorganica.blogspot.com.br/2011/08/compostagem-caseira-receita.html

sábado, 6 de novembro de 2010

Sacos de Jornal



Os sacos convencionais, nos quais colocamos nosso lixo diário, são feitas de polietileno (plastico) que é derivado do petróleo, que demoram mais de 200 anos para se decompor e ficam espalhadas na natureza, contaminando o solo, a água, o ar e os animais que o encontram que podem tanto comer enganados, como ficarem presos a estes sacos.
Uma alternativa frente as sacolinhas de plásticos são as sacolas feitas de jornal, que além de reutilizar o jornal velho que fica ocupando espaço nas residencias contribuí para a redução de consumo das sacolas plasticas. O jornal é feito de papel que é um material reciclável , que se decompõem na natureza em cerca de 6 a 12 meses e seu único inconveniente é que o papel é composto de celulose que é extraída de árvores que são cortadas, contribuindo assim para o desmatamento de florestas se não houver um programa de replantio de árvores a cada árvore que for derrubada.
Os sacos de jornal podem servir para colocar o lixo seco ou lixo de banheiros domésticos, como fio dental, caixa de pasta de dente e etc.

Modo de Fazer:

Dobre um dos lados da folha de jornal, de forma a deixá-la em um formato quadrado. Depois dobre o quadrado, de modo que forme um triângulo, mantendo a base para baixo. Dobre a ponta inferior direita do triangulo até a lateral esquerda. Vire a dobradura de para baixo, escondendo a aba que você acabou de dobrar. Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda. Para fazer a boca do saquinho, peque uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que foi dobrada por ultimo, fazendo-a desaparecer lá dentro. Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado e vire a dobradura para o outro lado e repita a operação. Abrindo a parte de cima está pronto o saquinho.

Referencia:

http://overrunning.blogspot.com/2010/08/sacos-de-jornal.html
Jornal Zero Hora – Nosso Mundo Sustentável – dia 25/10/10