sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Perigo dos Produtos de Limpeza


Muitas vezes pensamos que para um ambiente estar limpo, tem que ter cheiro de lavanda ou de eucalipto, mas afinal limpeza tem cheiro?

Um local limpo não tem cheiro e por vezes usamos indiscriminadamente muitos produtos de limpeza juntos como aromatizadores líquidos, desinfetantes e desorizadores de ar  disfarçando o cheiro e podendo provocar problemas de saúde como rinite, sinusite, alergias e até problemas  carcinogênicos e dermatológicos. 

Além de causar riscos à saúde tanto para quem manuseia ou inala essas miscelâneas de produtos químicos, podem causar danos ao meio ambiente, tais como:   

Contaminação da água dos esgotos que são despejados em mananciais podendo causar a morte de animais e plantas. Esta contaminação pode se dá através do uso de detergentes, sabões e demais produtos que sejam à base de fosfatos. Este componente forma uma espuma branca que reduz a penetração do oxigênio da água, diminuindo o nível de oxigênio na água;

Os fosfatos podem geram também o aparecimento de algas vermelhas que em excesso provocam a diminuição de oxigênio na água, além de alterar a cor do manancial (processo de eutrofização);
Muitos limpadores de ambientes possuem em sua composição derivados de petróleo, cloro e metais pesados poluindo rios, lagos, oceanos, podendo causar prejuízos a saúde, a fauna e flora devido ao fato serem altamente tóxicos;

O consumo de produtos de limpeza gera uma grande quantidade de embalagens que são descartadas na natureza junto com resíduos orgânicos, indo para aterros e lixões podendo contaminar o solo e água;

Frente aos efeitos nocivos que os produtos de limpeza causam a saúde e ao meio ambiente, devemos escolher um ou dois artigos de limpeza usando de forma moderada, ao invés de usar muitos produtos com a mesma finalidade, como desinfetante com aromas, aromatizador liquido e desodorizador de ambientes, devido a grande espécie de elementos químicos que os compõem  como o formaldeído e os solventes;

Há também alternativas mais ecológicas que não prejudicam a saúde e a natureza, tais como:

Usar vinagre tira manchas  de tecidos, remove gorduras e limpa azulejos , fogões e panelas sem deixar odor forte de produtos químicos em casa;

O bicarbonato de sódio limpa a pia, bidês, vasos sanitários e substitui o cloro na remoção de limo. Para isso é preciso deixa-lo agir por uma hora e depois retirar o limo com uma mistura de suco de limão e sal;

Utilizar a água quente com sabão para desinfetar ambientes;

Portanto, sejamos mais conscientes na hora de utilizá-los, analisando o que contém em seus rótulos e utilizando-os moderadamente. O uso indiscriminado se deve a esses produtos industrializados possuírem apelos publicitários que facilitam o seu consumo em larga escala. Mas, com a redução do consumo e adoção de praticas mais ecológicas podemos reduzir a atividade das empresas que fabricam os produtos de limpeza que degradam o meio ambiente e fazem mal a saúde.

Referências:




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Impactos Sociombientais das Monoculturas

No Brasil desde os tempos coloniais pratica-se a monocultura, que é a produção agrícola de apenas um tipo de produto cultivado em larga escala, como a soja, café ,cana-de-açúcar e algodão.

Nessa pratica agrícola a maior parte da produção é exportada para fora do país, gerando renda para grandes latifundiários e um bom saldo na balança comercial brasileira. Mas, apesar de trazer lucros aos grandes proprietários de terras e ao governo brasileiro, essa cultura causa também os seguintes  impactos socioambientais:

Degradação física, química  e biológica do solo;

Reduz a produtividade, uma vez que o plantio de uma só espécie retira os nutrientes do solo;

Reduz a biodiversidade  e provoca um desequilíbrio ecológico ao desmatar grandes áreas de florestas e cultivar plantas que não são nativas de determinado local;

Traz o aparecimento de ervas daninhas e insetos que atacam as plantações devido à supressão de porções de mata nativa;

A monocultura necessita que se apliquem as plantações uma grande quantidade de agrotóxicos  e fertilizantes que podem gerar a contaminação do solo, da água e dos seres vivos;

As grandes plantações ocupam áreas extensas que impedem que sejam produzidos mais alimentos para a população interna do país, o que reduziria a fome junto com a diminuição do desperdício de alimentos que já são produzidos;

Reduz a mão-de-obra do campo por causa da mecanização das lavouras e com isso a um êxodo rural para as grandes cidades brasileiras gerando mais desempregados;

O plantio em larga escala necessita de grande quantidade de água que muitas vezes é desviada de um curso de um manancial causando a degradação do mesmo e nem sequer o uso dessa água é cobrado dos proprietários de terras;

Tendo em vista a todos esses malefícios socioambientais, há alternativas frente a esse cenário,  como a rotação de culturas, que consiste em fazer divisões na propriedade e alternar anualmente as espécies vegetais cultivadas na área agrícola.  Esse modo de cultivo proporciona uma produção diversificada de alimentos, melhora as características do solo, auxilia no controle de ervas daninhas, repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos.

  
Portanto, a monocultura apesar de ser altamente rentável por causa da exportação traz os diversos impactos socioambientais mencionados acima e um custo elevado, pois as áreas do plantio ao longo do tempo passam a não serem mais produtivas, gerando prejuízos ao governo por não estar gerando impostos e produzindo produtos agrícolas.  Mas, a rotação de culturas é uma alternativa frente a esse quadro, podendo até recuperar o solo degradado.  

Referências:






sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sustentabilidade em Condomínios

No mundo atual fala-se muito em atingir conceitos de sustentabilidade e pensamos  que isso só pode ser alcançado em níveis governamentais e empresariais. Mas, se começarmos  pelos condomínios onde moramos já seria um importante ponto de partida para atingirmos a sustentabilidade em escalas maiores no futuro.

Para um condomínio ser sustentável é necessário realizar uma série de ações, tais como:

Reduzir o consumo de energia, através da substituição de lâmpadas comum pelas de led e da instalação de painéis solares para aquecer a água, que  apesar ambos de serem mais caras, economizam energia com o tempo o custo se paga;

Reduzir o consumo de água, através da captação da água da chuva e do tratamento de esgoto para reuso em descargas;

Coletar através de uma cooperativa o óleo descartado pelos moradores, evitando assim que muitos litros dessa substancia contaminem água;

Realizar um trabalho de educação ambiental com moradores e funcionários do condomínio sobre o consumo consciente de água e energia, segregação e destinação correta dos resíduos. Também é preciso orientá-los a gerar menos resíduos através de maior aproveitamento dos alimentos e consumindo de maneira moderada os produtos industrializados e alimentos em geral ,gerando assim menos quantidade de resíduos que seriam enviados para aterros;

Preservar árvores e cultivar pequenas hortaliças;

Tratar periodicamente as fossas e sumidouros;


Incentivar a reciclagem;

Contudo, pode parecer que essas ações sejam insuficientes para atingirmos a esfera global dos problemas ambientais, mas se começarmos em cada condomínio ou casa realizando essas pequenas mudanças aos poucos iremos atingir o desenvolvimento sustentável de que tanto o nosso planeta precisa para continuar a existir.

Referências:

sábado, 5 de julho de 2014

O pagamento por serviços ambientais

O Brasil é um país que possui uma legislação ambiental muito avançada, seja referente a leis no que diz respeito às qualidades da água, do solo, do ar e as diversas políticas de meio ambiente, como a lei 6938 e o artigo 225 da Constituição Federal do Brasil, de 1988.

Contudo falta mais fiscalizaçãopor parte das autoridades e ações de educação ambiental promovendo a divulgação das leis para a população ,em geral, ser mais atuante praticando ações sustentáveise cobrando posições dos governos frente à execução das leis ambientais do país.   

Muitos órgãos de fiscalização alegam que não são mais atuantes por não possuírem equipe e recursos financeiros o suficiente para cumprir a demanda das questões legais ambientais.

Uma das alternativas para isso seria o pagamento por serviços ambientais prestados pela população, ao invés de ficar esperando inteiramente pelas ações do poder público. Este pagamento consiste em ressarcir um potencial empreendedor de um determinado local por conservar e preservar o meio ambiente em uma propriedade rural que crie gado em uma área repleta de nascentes, por exemplo. Nesta modalidade cerca-se a área a ser preservada, impedindo o proprietário de realizar quaisquer espécies de atos degradatórios a natureza e realize-se o plantio de mudas de espécies nativas, para que o meio ambiente se reestabeleça no local. É importante frisar que as áreas de preservação são negociadas entre os proprietários rurais e os órgãos ambientais em questão do local para que haja um acordo que seja bom para ambas as partes.

O pagamento por serviços ambientais compreendem as atividades associadas a uma das quatro seguintes categorias representadas pela¹ : Retenção ou captação de carbono; conservação da biodiversidade, conservação de serviços hídricos e conservação de beleza cênica.

No Brasil, no Munícipio de Extrema – MG há um exemplo de sucesso deste pagamento, onde está havendo uma parceria publico-privada entre universidades, autoridades e empresas internacionais, que estão ressarcindo mensalmente os agropecuaristas da região por cercarem áreas de antigo pisoteio do gado, para fazerem plantios de mudas de espécie nativas que formam um cordão vegetal para as nascentes que brotam no local. Essas vertentes formam o Rio Jaguari, que é um dos grandes formadores do sistema Cantareira que abastece 54% do Munícipio de São Paulo e outras localidades da Grande São Paulo como, São Caetano do Sul, Guarulhos, Barueri e Osasco.       

O pagamento por esses serviços ambientais prestados a natureza é uma boa forma para a população rural interagir com a preservação ambiental, passar essa conscientização adiante e ainda não deixar de se desenvolver economicamente. Dessa maneira colabora-se preservando recursos naturais para as futuras gerações, mostrando que possamos fazer algo a mais pela natureza sem dependermos diretamente de ações governamentais.    


No que tangencia a questão legal, está tramitando no congresso nacional  um projeto de lei de n° 792 de 2007, que estabelece o pagamento por serviços ambientais.

Referências:

https://www.youtube.com/watch?v=FZvS6Q6qtRM


¹MMA 2008, Pagamentos por serviços ambientais: perspectivas para a Amazônia Legal; Sven Wunder, Jan Börner, Marcos Rügnitz Tito e Lígia Pereira.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ação Socioambiental - Instituto Visão Social


No ultimo sábado, dia 06 de Abril, fiz parte de uma ação socioambiental, ás margens do Guaíba, enfrente ao Barra Shopping Sul, realizada pelo Instituto Visão Social. Nesta ação coletamos inúmeros resíduos, dentre eles pneus, colchões, vidros, papeis, embalagens plásticas, roupas, latas, restos de comida e etc. Tendo isto em vista me chamou a atenção que ainda tratamos a natureza deste local que é bela com muito descaso, prejudicando assim a flora, a fauna e nós moradores.



Muitas vezes somos questionados sobre o que devemos fazer diante de situações de degradação da natureza, como no caso do nosso Guaíba, e respondemos que esta questão cabe aos governantes resolverem. Mas, nos enganamos, pois cada um deve agir colocando seu resíduo no lixo, conscientizando as pessoas sobre o papel dos mananciais e da importância de que eles sejam próprios para consumo dos seres vivos, participando de ações socioambientais como esta que visa chamar a atenção da população e das autoridades.


Precisamos agir rápido em prol da preservação da natureza, pensando em deixar condições ambientais melhores para as futuras gerações, ou então nos seres humanos não teremos mais condições de sobreviver.
Temos a necessidade de além de não jogar resíduos no meio ambiente, reciclar, reutilizar e reduzir o consumo de embalagens industriais e alimentos em geral, produzindo assim menos lixo. 






segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Oficina brincando com recicláveis na Escola Estadual Rio Grande do Sul


Tive o prazer de realizar uma oficina de brinquedos feitos com materiais recicláveis, reaproveitando materiais como a garrafa pet que iria para o lixo e com esse reaproveitamento acabou estimulando a criatividade,  imaginação , alegria e a consciência ambiental das crianças.

São brinquedos simples e fáceis de serem feitos, mas o importante é o fato de que as próprias crianças possam fabricar os seus próprios brinquedos sem precisar ficar comprando cada vez mais brinquedos para estimularem o seu aprendizado. Os brinquedos recicláveis fazem com que as crianças aprendam brincando a cuidar mais do nosso planeta.

Ai vai os materiais e o modo de fazer os brinquedos que foram feitos na oficina:

Vai-Vem
2 garrafas pet de 1,5 L ou 2 L vazias.
Fita adesiva colorida
Barbante
Tesoura

Corte as duas garrafas na parte superior, encaixe uma parte cortada na outra e passe fita adesiva para que fique firme. Corte dois pedaços de barbante e passe pelos bicos das garrafas. Corte quatro quadrados na parte que sobrou da garrafa para fazer os puxadores. Enrole com fita adesiva e amarre em cada ponta dos barbantes .



Estrela de Garrafa Pet

Corte a garrafa no risco da parte de baixo, após faça cortes entre os gomos da garrafa e amasse as pontas.


  

Bilboque

Corte a garrafa pet na parte superior, amarre o barbante no bico e coloque uma tampa. Na outra ponta do barbante cole com fita adesiva outra tampa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Educação ambiental


No mundo atual quando se fala para as pessoas não jogarem resíduos no ambiente, por vezes ouvimos delas que não adianta colocar o resíduo no lixo se as outras pessoas não as acompanham na atitude correta., e é por esse pensamento que o mundo está vivendo catástrofes ambientais, pois um joga a responsabilidade para outro.
Frente a falta de consciência ambiental que vivenciamos hoje, temos que investir em educação ambiental, conscientizando as pessoas sobre o papel que o homem exerce na natureza. O investimento nessa educação começa nas crianças, pois quando crescerem vão ensinar outras crianças e assim se cria uma consciência ambiental forte, quebrando os paradigmas de que para desenvolver-se economicamente precisa pregar a destruição.
Devemos ensinar nossas crianças nas escolas a separar o lixo seco e orgânico, plantar mudas de árvores, desperdiçar menos água e alimentos, fazer seus próprios brinquedos de materiais recicláveis, entre outras práticas. Quando a criança faz seu próprio brinquedo a sua criatividade e auto-estima aumentam, pois ela sente que além de brincar está contribuindo para um mundo melhor.
Com a educação ambiental nas escolas, a garotada ao chegar em casa questiona seus pais por não cuidarem do meio ambiente e desta forma os adultos acabam tomando consciência dos atos degradatórios que cometem diariamente, seja derrubando árvores ou não separando o lixo.
Logo abaixo ensino como fazer um Ioiô de papel e elástico.

Ioiô de papel e elástico:
*Papel de jornal ou de caixa de sapato
*Fio látex
* Fita adesiva colorida
* 1 Tesoura
Faça uma bolinha de papel, coloque fitas adesivas sobre a bolinha e cole um pedaço de fita látex e está pronto o ioiô.

Referência: http://www.youtube.com/watch?v=Edxo_OMMYA8